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Muito bem acompanhados!

Não fiz promessa de ano novo, mas desejei algumas coisas. E a mais singela delas foi deixar a preguiça de lado pra arriscar no arroz. Aqui em casa todo mundo gosta e eu já tenho o hábito de sempre ter na despensa o parboilizado, o agulinha e o integral. Mas o arroz pode ir além do alho e cebola, muito além! O problema é sair da inércia, mesmo que seja pra fazer um arroz! Cozinhar é um hábito que se a gente não fica de olho, repete todo santo dia o cardápio de anos! E tem tanta comida pra testar e provar!!! Mas aí, a gente inventa que não tem tempo e aquilo que a gente repete por hábito parece sempre mais rápido. Não é nada. É som um hábito que virou preguiça. Eu estou tentando cumprir meu desejo promessa. Mas confesso que na correria diária volta e meia me pego fazendo o mesmo feijão com arroz pra acompanhar aquele manjado picadinho de carne com legumes. Fica bom? Fica! Mas dá pra ficar melhor, porque o tempo e os ingredientes são basicamente os mesmos. O primeiro trim...

Duas bananas

Tenho falado tanto, me embrulhado tanto em pensamentos que o verbo secou. E nesses dias não houve comida capaz de ser escrita, nem descrita... Fiz até umas coisinhas gostosas, mas a palavra ficou presa no pensamento e outras tantas se perderam no vento de tanto que eu matraquei. Mas, apesar da exaustão, tinha duas bananas aqui em casa que mereciam atenção. Elas estavam à beira da morte, faltando pouco pra parar no lixo. Era caso de urgência, precisava transformá-las, até porque banana deixou de ser sinônimo de preço barato há muito tempo! Tenho receitas deliciosas de bolo de banana, mas com duas bananas não dá pra fazer um bolo pra família e a minha sorte era ter na geladeira uma maçã pra formar o trio. Catei na minha dezena de livros e não encontrei nada que pudesse ajudar. Também não estava com paciência pra inventar. Mas, hoje não há nada que nos escape de uma busca instantânea e em menos de um minuto eu achei o que queria! Panelaterapia , salvou duas bananas de um tris...

Pra ficar bem na fita...

Há muitas maneiras de queimar o próprio filme e eu abusei esta semana... Parece até que foi de propósito, mas foi sem querer que o povo daqui de casa sofreu... Depois de dias e dias de folga, voltar à rotina é sempre caótico, ainda mais quando se somam consultas, reuniões, orçamentos, agendamentos e todo tipo de chatice que parece que só acontece depois que o Carnaval vai embora. E depois de tanto esperar, dá uma urgência, uma aflição mesmo de querer resolver tudo nesta primeira semana... Aí, dá no que dá... Estou tentando me desculpar, mas a real mesmo é que mandei muito mal esta semana na cozinha. Só rolou gogoroba! Na segunda-feira foi o dia do "restô d'ontê", um clássico da culinária que consiste simplesmente em comer as sobrinhas que estão na geladeira. E eu tinha que me desfazer daquele monte de potinhos, ocupando um espaço que estava precisando. Além do mais, jogar comida fora, jamais! Só se estiver estragada, né! Na terça-feira eu me inspirei e prep...

Quibe de quê?!

A primeira vez que ouvi falar no quibe de peixe foi quando estava na faculdade... Aliás, a primeira e única vez! Me espantei quando o Leo, que narrava as iguarias do festival de peixes e frutos do mar da sua terra natal Cabo Frio, falou do prato. Quibe de quê?!... Fiquei curiosa e o assunto morreu... Nas minhas idas à Cabo Frio não encontrei o tal quitute, também não procurei. Esses dias, senti vontade de provar. Mas viajar não está nos meus planos neste momento, ainda mais pra procurar um quibe! Solução número um: dar um google! Achei uma receita maravilhosa da sempre  Rita Lobo , mas eu não tinha as nozes, nem a pimenta síria, nem o coentro e tampouco a sofisticação da moça, que eu adoro. E devo confessar que quando fiz minha busca eu já tinha comprado um belo maço de hortelã e tinha planos de fazer o tal quibe igualzinho faço o de carne. E foi assim: usei um quilo de filé de polaca e duas xícaras de trigo para quibe. Muita hortelã, alho, cebola, sal e pimenta m...

O boteco do meu pardieiro.

Não sou vegetariana, não compro comida diet nem light, não faço dieta. Mas gosto de andar na linha e apreciar de tudo um pouco com muita moderação. Quase não faço fritura, assado é mais prático e mais saudável. Só que, quando a sexta-feira chega, não sei o que acontece, me dá um siricutico e eu quero botar meu bloco na rua! Esquecer os bons modos, tomar uma cerveja gelada, duas, três e comer junto e misturado, todo tipo de fritura, coisas com gordura, me render a gula de qualquer pé sujo ou de um lugar com mais luxo que me sirva uma bela porção. Mas, quando o sábado é de acordar cedo, sem ressaca, o melhor é ficar em casa e segurar a tentação. Ou não! Trazer o boteco pra casa é algo que pode dar certo! Se chamar alguns amigos, melhor então! Pra fazer comida de boteco o principal ingrediente é o alho. É presença marcante dos caldos às carnes. Vai ver que é de propósito, porque quanto mais tempero na comida, mais vontade de beber. Tem gente que não gosta, que o diga um vizinho q...

Moendo e remoendo

Ontem  saí decidida atrás de um moedor de carne. Tal necessidade se deu urgente, como nenhuma outra até então. Não faço nada de solapada, de supetão, de surpresa. Sou, definitivamente, uma pessoa slow. Mas essa semana foi difícil, tanto pelo calor, como pelos acontecimentos. E tenho lido tanta coisa chata... Cada um vociferando suas verdades, apontando seus dedos em riste. Tiro pra todo lado, intolerâncias, leviandades... e eu tenho tanta preguiça de argumentar por aqui. Prefiro mil vezes um bate papo real. De que adianta a réplica se depois terei que ler a tréplica e aí... não tenho paciência... nem tempo. Fui ficando angustiada, meio entalada, somando a isso meus problemas reais, minha incapacidade de poder ajudar e resolver  a vida de quem realmente me importa. Às vezes a gente se ressente de não poder fazer tudo. Por isso, eu precisava com tanta urgência de  um moedor. Pra parar de remoer  ressentimentos fúteis, tal qual Vanusa, naquela canção...

Domingo é um dia lindo!

Faça chuva ou sol, amo meu domingo!   É assim que diz a canção e é assim que sinto também. Porque domingo é dia de fazer nada pra poder fazer o que quiser. E posso tomar café da manhã demorado, jogar conversa fora, ler o jornal sem pressa, navegar de-mo-ra-da-men-te, experimentar uma nova receita, almoçar lá pelas tantas ou nem almoçar. Posso até sair sem hora pra voltar, sem ter o que fazer... ah, domingo é bom demais! Esse vai ser especial. Porque será a fase que mais gosto do horário de verão, o dia que ele acaba! Uma hora a mais pra domingar!!! Eu ainda não sei o que vou fazer, mas pelo frenesi que tomou conta da sexta e que já desenha o sábado, acho que neste domingo vou ficar em casa. E se chover, como está prometendo... ah, será perfeito! Domingo passado também fiquei em casa. Foi uma semana de volta às aulas, aniversários, passeios... leva uma filha pra cá, leva a outra pra lá... isso cansa, gente... aí, chega o domingo e eu quero sossego! E preparar o almoço vir...