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Bem antes do inverno chegar!

Pena que ainda não dá pra comemorar a chegada do outono. Ainda está quente pra chuchu. Pior que isso, abafado pra dedéu. Mas, já tivemos um avanço: o verão acabou! Não é que eu deteste a estação mais festejada do ano... tirando o suor em bicas, as brotoejas, a pressão baixa, a tontura, a falta de ar, o horário antecipado, a cidade lotada de turistas e consequentemente de pivetes, o calor escaldante e o frenesi que toma conta das calçadas... eu até que gosto. E para ser justa, admito que minha vida costuma passar por grandes mudanças no caldeirão fervilhante do verão... Engatei um namoro de carnaval que dura até hoje, casei num janeiro quente e minhas filhas nasceram nesta época, abençoadas ( as duas!) por verões sob influência do fenômeno El Niño... Neste ano a temporada foi igualmente sufocante. Neste ano também vivi um verão marcante e que já entrou para a lista dos "inesquecíveis" da nossa família. Encalacrados no pequeno pardieiro, focados no grande objetivo de r...

Por onde essa tal felicidade?!...

Desconfio que pra muita gente a felicidade anda de braços dados com a picuinha. Aquela mania que a pessoa tem de deixar um veneno entre os dentes, espetar uma farpa, alfinetar gratuitamente o que não precisa dar ponto. Pra pessoas assim, não há bem que se quis sem interesse, risada que encubra a maldade, abraço sem punhalada. É uma gente sem dó nem piedade, que compara o que não pode ser comparado, mensurado e muito menos trocado. Na picuinha não há nada nem ninguém que possa viver uma vida plena, sem necessariamente gargalhar em selfs pasteurizadas onde a alegria instantânea e fake pode ser compartilhada como prova de felicidade. E fica decretado assim, se você não está contente, não é feliz. Cacilds! Bem gelada e para todos que é pra ver se esse povo para de dar pitaco no que não foi perguntado. E olha que estou sendo generosa! A cerveja é levinha e a garrafa é linda! Ainda assim, há de aparecer alguém pra falar mal. Não me importo, bebo sozinha e levo a garrafa de brinde... ...

Um cordeiro para a celebrar a paz...

Ando ouvindo em tudo que é canto que dois mil e quinze promete. Promete o quê, cara pálida?! Se eu for levar em consideração esses nove primeiros dias, pra lá de frenéticos, tô ferrada! Logo no primeiríssimo dia do ano, meu carro enguiçou... tá bom, né?! Mas, já foram tantos pequenos contratempos e chatices, alguns bem mais complicados que um carro enguiçado, que nem vou me dar o trabalho de enumerá-los. Continuo acordando otimista, como meu pai me ensinou, mas jamais, jamais mesmo, Pollyanna! Vamos descascando os abacaxis diários, dormindo exaustos e, acredite, sem tocar o “dane-se” pra ninguém. Porque parece que virou prática comum mandar o outro se danar e pronto. Resolve?! Não. E se tem uma coisa que detesto nesta vida é deixar coisas pendentes, sem resolução. Não vou empurrar nada com a barriga, todas as vezes que fiz isso, me ferrei. E não vou sair por aí pendurando dane-se ao vento... Vai que ele decide soprar ao contrário... Então, o jeito é encarar a vida de frente, com algum...

Comida de acampamento - parte 1: frango

Já acampou? Barraca, fogareiro, mosquito, inverno ou verão, praia e montanha?!... É bom, né?! Já acampei um bocado, de todo jeito, até no quintal dos amigos. Mas, depois que as meninas nasceram, só em campings com uma infra estrutura bacana, banheiros limpos, água quente e pelo menos uma lanchonete pra um quebrar galho nos dias de chuva. Comida de acampamento é osso! E quando a gente pensa no cardápio, lembra logo de miojo e todos os enlatados que encontramos no caminho. Vale salsicha, almôndega, apresuntado, sardinha e por aí vai... pude até sentir o sabor de cada um deles enquanto escrevia... eu comia isso e gostava... Mas, quando a gente está na farra com os amigos, a gente nem liga muito para o que vai comer. O que vale é a diversão! Mas em casa, pilotando um quatro bocas sem risco de virar a panela na areia, dá pra deixar o rango menos trash. E como mais da metade da minha cozinha está encaixotada e a geladeira ficou na casa que está em obras, tentei trazer o espírito do ...

O cafofo do meu pardieiro.

Ainda bem que o tempo voa! E semana que vem já estaremos completando um mês de moradia no cafofo! Sabe, até que não está ruim... tirando o sobe e desce das escadas, a falta de espaço, a poeira do cimento, o calor das noites abafadas, a caldeira das tardes ensolaradas, a barulheira chata das máquinas pesadas e todo inferno que envolve as obras e reformas... até que tá maneiro! Quer dizer, maneiro, maneirão assim, claro que não! Mas, muito melhor do que imaginei que fosse. Entramos nos eixos e nos encaixamos à nova rotina. Oito passos e quinze degraus nos separam da casa em obra e parece que vivemos num quitinete de veraneio, super lotado, sempre sujo de areia, só que aqui não é de praia. Nós quatro e uma gata, que às vezes pensa que é cachorro ou a caçula da casa. Nunca imaginei uma gata tão interativa quanto a nossa. Sempre buscando companhia, fazendo charme e chamego, implicando com as meninas, fazendo queixa, puxando conversa, carinho e brincadeira. Gostei dessa gata! Gostei...

O polvo da sorte.

Ele decidiu que o polvo seria preparado naquele domingo. Não era dia especial e o polvo já estava ali, congelado há meses esperando a nossa mudança para meia-água. Seria nosso almoço de comemoração pelo início da grande e demorada reforma da nossa casa. Seria o pé direito num cafofo de quarto, cozinha e banheiro. Nós quatro, o gato e dois cachorros no quintal doidos pra fazer parte da trupe. Mas o meses correram e nossa reforma não começou quando planejamos.  O atraso se deu por trabalhos extras, doenças, desânimos e consequentemente, crise. Aquele momento em que, se um não quer dois não brigam ou brigam-se os dois porque um não quis... Às vezes a vida fica confusa e nessas horas seria bom que o tempo parasse pra gente se rearrumar. Mas o tempo, esse apressado, corre sem dó nem piedade e antes que o polvo perdesse a validade, era melhor prepará-lo. Fiquei de assistente e ele abriu um vinho antes de iniciar os trabalhos. Lembrei de uma mistura para petit gateau esquecida há...

Eggs again!

Olha eu aqui falando do ovo de novo! Não era minha intenção, mas as palavras cozinham o pensamento e preciso serví-las antes que a falta de apetite me ataque outra vez. Andei sem vontade de escrever e se isso bastasse para emagrecer eu ficaria bem contente. Fato é que esses dias pré e pós eleições cegaram e ensurdeceram todos. Só não emudeceram, o que particularmente achei uma pena, porque parecia que eu lia gritos de tudo quanto é lado. Tomei tanto dedo no olho que achei melhor silenciar e sumir. Até que me vi diante do ovo poche que fiz pro almoço de sexta, uma receitinha supimpa com cara de "comidinha da mamãe" fácil, fácil e que vai fazer você esquecer aquele nugget congelado para sempre no fundo do freezer. Quando provei ovo poche pela primeira vez, detestei! Minha madrasta, cozinheira de meia tigela, preparou os ovos com bertalha. Ui, senti até um arrepio!... Tem combinações que não são boas e essa eu não curti. Passei anos detestando ovo poche e para sempr...