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Aquele dia que você abre a geladeira e...

Tomei um susto quando abri a geladeira e me dei conta de que havia uma natureza pra lá de morta ocupando espaço lá dentro. É, andei bem ausente... mesmo estando por aqui... E se tem uma coisa que me irrita, é deixar a comida estragar. Ah, me deu uma pena ter que jogar fora a expectativa de criar pratos supimpas com aquelas verduras...  Diante dos fatos, achei melhor dar uma geral em outros setores da cozinha e para minha alegria, pude constatar que a soja bichou!!! Ufa, que alívio! Não vou ter que fazer nada com esse treco que ninguém gosta, mas sei lá porquê, de vez em quando insisto em comprar. Joguei fora sem dó nem piedade! E pela primeira vez, agradeci as formigas e os besourinhos que faziam a festa naquele pote. Não compro soja nunca mais! E já disse isso outras vezes. Mas, agora é pra valer! Soja é muito ruim, não há receita que ajude e duvido que faça bem à saúde. Quase não aproveitei meu alho poró e ele estava tão bonito quando comprei... A salsinha e o salsão també...

Aquele macarrãozinho de quinta

O dia da semana que eu mais gosto é a quinta-feira! Mas nessa semana eu achei que nem fosse chegar até lá... É que na terça eu tinha certeza que iria morrer de tanto tossir. Morrer mesmo, literalmente... bater as botas, empacotar... Esse ano, meu inferno astral durou mais do que de costume, varou meu aniversário e eu fiquei bem ruim. Na quarta-feira comecei a me sentir melhor e na quinta, finalmente me senti pronta pra recomeçar. Sabe, não há nada que um céu de primavera não cure. Como resistir àquele azul?! Eu não resisti! Também, né... aquele monte de remédio que tomei, tinha que fazer efeito em algum momento. E senti vontade de encarar o dia como há muito tempo não fazia! Nossa, tanta coisa pra fazer! Quando o dia acabou, me dei conta de que não havia nada pronto pro jantar. Deu vontade de fazer um sinal de fumaça pro marido dizendo "traz pão"! Mas, resisti! Decidi comemorar a primavera, minha saúde e a quinta-feira  pilotando meu fogão! Sim, cozinhar com vontade ...

O angu daqui de casa não é do Gomes, mas tenta!

Já é noite de sábado e eu juro que estou tentando me concentrar... lendo textos que possam me servir de inspiração para dar início a algum projeto que nem sei o que pode ser. A cabeça fervilha e é assustador querer captar aqueles flashes que brilham como possibilidades.Visito sites, leio dissertações, procuro links e... procrastino! Tento rabiscar algo e em muitos dias já rabisquei dezenas de páginas... todas inúteis, quando precisam encorpar a forma. É chato se sentir perdido. Flanando, pesquisando e me divertindo com as buscas, achei um e-book do Angu do Gomes: um breve relato sobre o prato oficial da noite carioca , que não li, mas fiquei muito a fim, porque eu adoro angu! Melhor ainda, achei o site do restaurante Angu do Gomes, que conta um pouquinho da história do prato e tem uma fotos, que me deixaram com muita vontade de dar um pulo até lá para apreciar pessoalmente cada uma das iguarias. Espia só:  http://www.angudogomes.com.br/ Me deu vontade de comer angu! Ainda ...

Em dias de guerra, em dias de paz: hambúrguer!

Tem dias que o tempo fecha e aí a casa cai. A gente amarra uns bodes e se deixa tomar pela raiva e  pela tristeza. A gente se apaga e se deixa levar pela dor. Em dias assim, me descabelo, me descompenso, me perco de mim, enlouqueço e choro. E como choro! Em dias assim, cumprir qualquer tarefa ou compromisso é um pesadelo, porque tudo que a gente deseja é sumir, mesmo que esse sumiço se dê bem ali na nossa cama. Por outro lado, ter que cumprir essas obrigações pode ser uma maneira de se manter dentro da realidade e não se deixar naufragar de vez. Enquanto você cumpre todas aquelas chatices vai processando os acontecimentos e dando o peso real que os seus problemas têm. Conhece aquela brincadeira da "terapia cheia de louça pra lavar"?! Então, funciona! E vale muito mais que ficar horas procrastinando nas redes sociais, compartilhando tolices, as mesmas selfies de sempre, quando nenhum de seus amigos aguentam mais olhar o seu rostinho mais do mesmo... Não! Não fanta...

A longa distância entre a expectativa e a realidade

Naquele dia eu estava com vontade de comer brevidade. Mas, brevidade não é bolinho fácil, que se acha por aí deslumbrando qualquer vitrine. A vontade era grande, dessas que nem tive quando estava grávida. O jeito era catar uma receita e fazer.  E isso foi fácil! Só nos meus livros, achei quatro! Melhor ainda, as receitas também são fáceis!  Escolhi uma de maisena, me distraí num papo furado com o marido e pronto, errei a receita!  O meu desejo explodiu no forno, sem dó nem piedade. Destruiu minha expectativa de degustar um bolinho seco, macio e de aparência tão singela. Ficou a lambança das brevidades explodidas em forminhas coloridas de silicone e a triste realidade que eu teria que encarar pra limpar aquilo tudo! Deixei o tempo passar e me refazer do trauma, porque a vontade de assar aquele bolinho se sobrepôs ao desejo de comê-lo! Era uma questão de honra.  Dessa vez, me precavi e comprei forminhas de papel para não sofrer tanto na hora de limpar ...

Tem no meu quintal...

No meu quintal tem cachorro latindo, criança brincando, pé de caqui, pé de pimenta, flores de tantas cores, pardal, caga sebo, beija-flor, sanhaço, pombo (ui!), rolinha, garça, lagarta, lagartixa, aranha, abelha, marimbondo e mosquito! Vixe, como tem mosquito!!! Mas também tem um cantinho pra por a churrasqueira e fazer fumaça em dias sem pressa. Isso espanta a mosquitada, veja só que maravilha, e deixa a galera de casa bem contente, porque ainda não conheci carioca que não goste de churrasco. Até os cachorros se animam com a expectativa de poder ficar pertinho da gente... Que nada! Eles querem mesmo é ganhar uns ossinhos e quem sabe, com sorte, até uns pedacinhos de carne. Olha, eu nunca cogitei a ideia de deixar de comer carne. Eu gosto. Gosto um bocado! Mas, eu não consigo pensar somente na carne, detesto terminar um churrasco com a sensação de que vou levar muitos dias pra digerir tudo aquilo. Detesto passar mal porque comi e bebi demais... Então, quando a gente decide que vai...

Sim, sou dessas.

Sabe aquelas receitas que vem na maioria das embalagens dos alimentos? Eu testo! E já descolei cada receita delícia que passou a fazer parte do cardápio daqui de casa. Graças a essas receitinhas, que às vezes nem tem foto, eu descobri a gostosura do bolo de banana com farinha de rosca, o bolinho de carne moída assado, a torta de aveia com frango, o omelete de forno e o meu bolo de chocolate favorito! Foi assim que encontrei a torta de cuscuz. Eu não, o marido, escolhedor oficial da farinha de milho daqui de casa. Justo, já que é ele quem prepara o nosso cuscuz. A receita estava ali largadinha, sem nenhum atrativo que pudesse nos apetecer. Mas, aqui em casa a gente gosta de novidade. E ainda mais quando inclui um ingrediente que a gente adora! Coisa boa a gente compartilha. E essa, não tem mistério e nem vai sujar muita coisa. Basta usar a lata de milho da receita para medir os outros ingredientes.  Você vai precisar de: 3 ovos 1 lata de milho 1 medida (a lata!)...